segunda-feira, 23 de março de 2009

Sempnomep


Agora a respiração se mantém devagar.
Uma forma bem típica de o meu pulmão me contar que não agüenta mais ar.
E eu nem sei por que eu levantei hoje de manhã.
A escola me chamou, e tenho que fazer coisas importantes e dolorosas hoje.

Preciso matar metade da minha mente, apagar uns textos, mudar de vida e de rotina.
Mudar meu nome pra esquecimento, e viver artificialmente feliz.
Como uma lombriga por um segundo de doce fácil.

Hoje eu estou implorando pra que o dia termine como está ou apenas melhore.
Se piorar, se pensar em piorar...
Juro que a parede vai ter o espaço do meu crânio.
Vou me recolher, estou preferindo me calar.

E nada vai desmerecer tudo que ainda sou.
E todas as duvidas que eu suponho.
A vida chama e, não tem juiz para fazer que os valores de saudade diminuam.

Agora parece definitivo.
Mesmo que no fundo ainda grita:
RELAXA FILHONA!

Pena que eu não posso confiar apenas nisso.

Beijo com dor.
23.março.2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Jaleco


Poderia gritar andando pela praia, pena que o tempo está frio, e eu estou sem carro. Poderia me jogar para cima de qualquer um, mas o meu desejo te chama. Gostaria de usar frases no passado, quando fosse a seu respeito, mas quero tu em meu presente-futuro. O tempo não vai mudar, é o que disse a tv. Conversei com ela nesta manhã. Liguei para telefônica e falei meus segredos mais absurdos, a mulher que me ouvia desligou na minha cara, sem ao menos falar "mais alguma coisa senhora?”. Tudo isso não passa de frases, não passa de palavras. Estou assim, pelo remédio que tomei fora da validade, me desculpe qualquer incomodo. Mas minhas dores estão acabando com a minha mente. Ou é você que esteja no meu coração e me faz escrever coisas assim? Insignificantemente, estou aqui do lado do telefone esperando uma ligação, a sua eu acredito, porém o telefone não tocou e eu não durmi, e a base de remédios que eu não posso ficar. É o que o jaleco do meu médico diz.


13.novembro.2008

quinta-feira, 5 de março de 2009

Uma menina




Teve uma época que eu conheci uma menina. No qual não quero mencionar nome, não quero que ela seja motivo de reconhecimento por todos que lerem isso que escrevo nesse presente momento, isso o deixaria com raiva de mim e isso é o que menos quero nesta vida. Eu a conheci por um acaso, um equivoco na vida, uma falha no caminho, um tropeço na pedra. Não que ela seja algo ruim que me trouxe tristeza ou algo do gênero, mas sim que por ela fez eu senti algo tão forte que inexplicável é. Que me faz falar redundantemente as mesmas coisas, mudando apenas minhas palavras, minhas virgulas e algum tipo de entonação, caso eu lê-se para ela. Eu já a chamei de todos os nomes possíveis dos bons e dos ruins. Já a chamei de amor, de vida, de desgraçada e nessa seqüência vai piorando e, é melhor eu nem continuar. Eu já a vi, em todos os lugares que o estado de São Paulo alcança, de Suzano até Sorocaba. Passei tanto tempo com ela, que nem sei contar nos dedos, nem das mãos e nem com auxilio dos pés. Ela e aquele sorriso de menina carente, que só eu poderia confortar, como se eu, eu um mero mortal, que mal sei controlar os efeitos que ela traz, eu conseguisse isso. Ela apareceu de repente, eu repito. Ela causa dor de cabeça, tremedeiras, nostalgia pela saudade, coração acelerado e, qualquer outro sintoma de romance no ar. Hoje eu não sei onde ela se encontra, se ler isso Solzinho, por favor me procure, ainda moro no mesmo endereço, aquele apartamentinho no qual já registrou tanto momentos nossos. E só pra te lembrar, nas paredes ainda guardam aquela tinta da doença. Uma forma, que você não morre-se nas minhas paredes e nem na minha mente destruída pelo meu amor incondicional. Porque como eu já te disse, não preciso do teu amor para te amar, preciso do teu amor apenas para sorrir, e você sabe disso. Porque o amor é aquele sentimento mais egoísta, por não precisar do outro para se apaixonar, é esse é mais uns dos casos e acasos.Porque eu te amo mais que ontem e menos que hoje, uma maneira simples porém complicando para que a nossa historia continue, para que o clichê prossiga formando o melhor enredo já escrito, já vivido.E repito, a parede ainda está manchada, ainda me deve a nova pintura, e irei cobrar, só para te avisar.


8.dezembro.2008

Silencio

Silêncio, escute, o tempo parou
E o abraço é curto e frio
Nada restou
Nada, além desse vazio

Um toque, nós dois, um beijo
Hoje vim pra me despedir
Não adianta você sorrir
E lembrar de antigos desejos

Desculpe! Não sinto!

“Você não poderia estar bem pelo bem que faz à minha vida?”

Talvez eu queira te esquecer
Talvez você deva me esquecer
Mas deixe o silêncio falar
E o olhar no fim da noite nos entregar

Silêncio, meu tempo acabou
No fim ninguém prevê
Não somos como os seriados que passam na tevê
A dor é real
E sempre que eu lembrar será igual

Talvez eu queira te esquecer
Talvez você deva me esquecer
Mas deixe o silêncio falar
E o olhar no fim da noite nos entregar

Silêncio, não há mais o que dizer
Mas se for me esquecer
Me esqueça devagar
Que é para eu ter tempo de chegar

13.novembro.2008

Penso


Penso, penso e continuo pensando.
O tempo vai passando lentamente.
Desculpa, estou triste.
E o relógio é o meu maior inimigo.
E alguns km, me fazem ficar com saudades.

A minha mente me condena mais a cada minuto.
E eu sei que não posso voltar à sexta passada.
E por mais uma vez queria mudar, ou camuflar o instante anterior.
E te colocar perto de mim, preso.
Para que nunca mais sinta o vento gelado.

Então apenas imploro teu perdão.
E sei que contigo eu sempre erro.
E nunca sei o porquê.
E eu apenas sei um por que.

O porquê te escrevo, o porquê quero falar contigo.
Para resolver tudo e te colocar aqui perto de mim.
Como o rei sempre fica perto da rainha no xadrez.
Porque eu gosto de você, e nós sabemos disso.
Como jamais gostei, e por tanto tempo que nem meus dedos são capazes de contar.

Apenas tente entender, apenas tente me perdoar e ficar comigo.
Por mais alguns verões, por mais alguns invernos.
Outonos, primaveras...

E quando, se sentir sozinho alguma vez na vida.
Saiba que sempre terá eu aqui.
Morando em Suzano, em São Paulo.
No Canadá, na China em qualquer lugar.

Não importa, o tempo que passe, em que estação estamos.
E quanto tempo não te vejo.
Te amarei, gostarei de você enquanto viver.
Sentirei saudade um minuto antes de você dizer tchau.
E talvez eu realmente seja depende de teu carinho...
E talvez isso nunca mude.

13.novembro.2008

Mil anjos


Mil anjos.
Com mil áureas de cores inusitadas.
Tantas que o arco-íris perde até a emoção.

O pé ainda está dolorido, a viagem é longa.

Rosa com rajadas em verde. Azul bebê com um tom de branco meio amarelado.
Algo indescritível então nem me prolongarei.
Aqui está tocando Beethoven, não que seja da minha maior preferência, mas agrada meus ouvidos.
Não tanto como tua voz.

Consigo de olhar daqui de cima, e você ta se tornando uma pessoa, tão linda em este seu novo corpo.
Continua a mesma menina.
O sorriso um pouco mais brilhante, o olhar um pouco mais atraente.

A sensualidade a mesma, e talvez acho que consigo ate sentir o seu abraço.
Daquele jeito de urso, o mais apertado.
Aquele que diz tudo que as palavras não conseguem.
Aquele que é mais direto que um olhar, e mais quente do que aquele caldinho pro inverno.

Daqui eu olho tudo, daqui eu ainda te observo.
Quando eu descer do pára-quedas, talvez não me lembre.
Mas minha alma vai te achar, e vai te reconhecer.
Sem nenhuma dúvida, eu vou saber que no fundo, é e será você.

E uma dica, que agora não pode ser falada.
Por um beijo, um sorriso e um abraço.
Eu te amo.

20.feveiro.2009

Luzes piscando


Bom se eu parar pra enumerar, vão ser bons dígitos a mais no teu dia.
Eu não sei, o quanto eu to me afundando em alguma lava.
Não sei o quanto ta ficando escuro.

Agora tem luzes piscando: SAIDA
Só que eu já entendi a sincronia.
É apenas duas vezes na semana, ou três se eu rezar muito ainda.

Mas isso não é suficiente para que eu me alegre pelo resto da semana.
Não é suficiente pra que lembre e continue na escuridão sem medo.

Meu travesseiro já está ficando acostumado a sentir minha cabeça deitando lentamente.
E fazendo que ele se ensope a praticamente todas as noites.
Acho que é algum tipo de teatro de fantoches.
Porém parece vida real.
Porém ainda não aplaudiram.

Platéia muda.
Cenários reais.
Pessoas de verdade.
E partes banhadas com fluido lacrimal.

A peça talvez esteja na metade.
Ou nem começou, ou já está chegando ao fim.
Não sei quanto tempo eu agüento.
Quanto tempo falta.

Não vejo luz. Não vejo vulto. Não vejo nada.

E em passos escuros vou jogando pedaços de esperança.
E acho que vou puxar a primeira corda que eu sentir.
Talvez eu não veja mais a luz piscando.
E talvez eu definitivamente ficando fora de tudo isso.
E não sei talvez eu esteja literalmente apaixona por uma pequena e linda luz.

Pode parecer idéia de louco.
Mas é o único foco de felicidade da semana.
E eu tenho medo de escuro, só para lembrar.


28.feveiro.2009