terça-feira, 21 de julho de 2009

Família

Você não escolhe, apenas ela surge, assim.
Por um espermatozóide nojento que chega ser um feto, sendo mais nojento, e mesmo assim ele cresce dentro de um alguém que irá amá-lo mais que a própria vida. Sua respectiva mãe.

E cada vez você cresce mais, você vai tentando se tornar independente. A segunda e a mais emocionante sensação, tirando o parto, acredito eu, que ainda não sou mãe. É a primeira vez que seu filho fala, e anda, é o momento que você realmente percebe o quanto ele cresce, e consegue pedir as coisas, e aprender palavras novas, e poder correr atrás do cachorrinho que logo-logo os pais irão comprar pra ele, pra ser o fiel e incrível amigo-cão.

Com cinco anos você acha que é o super homem, ou a mulher maravilha. Com os doze anos, você quer usar os batons da sua mãe, ou ir num estádio de futebol com o seu pai, torcer pelo seu time, que provavelmente ainda é influenciado pelo seu “velho”.

E assim a banda toca, você quer ser um astro do rock, ou as barbies não são a mesma coisa que antes.
E a maquina, ser humano cresce. Começa a pensar no futuro, em faculdades, ou apenas no descanso depois dos longos anos estudando sem parar nem um aninho pra ficar “de boa” pensando na vida. E você hoje trabalha, se esforça, amanhã se casa, semana que vem tem filhos, daqui um mês se aposenta e aproveita os frutos do seu esforço, do seu trabalho, da sua vida.
A vida parece que cabe nas linhas.
A família parece que cabe nas linhas.
A vida é muito além de palavras lembranças, pensamentos e saudade.
A família são os seres que você jamais deve separar esse elo.
Além do que, é algo que não se escolhe, é um jogo de dados.
E espero que você tenha sorte.
Afinal você ganhará muito.

Acho que talvez, família seja apenas família.

23.junho.2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A falta que a falta faz

Acho que qualquer ser que tenha um misero coração já teve saudades de alguém. E hoje esse caso, é bem familiar pra mim. Falta talvez traga idéia de dependência e quer saber, essa deveria ser a palavra correta pra esse texto. Então, falta! Falta de finais de semana sem igual. E não apena deles, daqueles dias chatos que toca o telefone, e a conversa fica sem fim. Dias que você troca fígado com intestino delgado. Dias no qual eu sentiria sua falta, sinto sua falta. Dias que falta aquele olhar positivo do lado, pra afirmar o que está certo e o que eu ando me equivocando.

Olhares aqueles que pediam uma breja gelada, cigarros na mesa, qualquer salgadinho, ou na maioria das vezes nem precisava. Aqueles dias que o banheiro era o lugar que havia transformações. Hoje querida amiga, resta essas lembranças. Resta uma caixa cheia de coisas que me lembram outras coisas e assim eu viajo aqui entre quatro paredes, que siquer me ouvem. Elas realmente não tem coração.

Hoje queria amiga, tem uma música tocando ao pegar um remédio de louco, aquele sabe? O bem? O benflodim. Esse mesmo, aquele que é pra mim. Hoje na marginal do Tietê só fica aquela imagem do Play Center e porque será? Hoje dia dois parece que não significa o tanto que seria possível pra minha felicidade completa. Hoje há saudade, há amor estacionado, há falta, há dependência-carente. Hoje não há você e nem ligações á noite, hoje é tudo um pequeno e grande escuro sem fim. E realmente não há você. Você vê luzes? Se ver, diga pra elas e você voltarem, há pessoas (aqueles meus outros ‘eu’s) que hoje mais do que nunca, mais que sempre seja o termo mais apropriado, eles todos, eu, nós vós, todos os sujeitos da língua portuguesa sentem sua imensa falta. Esse é um lembrete, uma notificação.
Apenas. Beijos e onde se encontrar agora, saberia precinta que eu ainda lhe amo muito. ♥


15.junho.2009

domingo, 17 de maio de 2009

Gostar de alguém?


Quando você se dá conta que realmente gosta de alguém?

Eu não sei você, mas eu acho todo esse papo muito relativo. Há pessoas que dizem eu te amo, passam-se o tempo e tudo se transforma no pior caminho possível, vamos dizer assim. Amor, às vezes não é pra vida inteira, amor é estagio, um sentimento da maior intensidade, naquele momento... Há aquelas que sempre então confusas, amando e “desamando”. Há aquelas que nunca amam, nunca vão ao maior estagio de sentimento.

Eu particularmente já passei por estes estágios todos, sinceramente não tem algum que seja melhor que o outro. Ou melhor, há sim, um estágio fora de tudo isso, um estagio novo.

O amor em parceria. Aquele amor, que se vive, se vê, se sente, se divide. Da maneira correta, e diretamente se transformando na melhor delas.

E geralmente amor, é aquilo que você pensa reflete pensa de novo, e não chega a conclusão. Bom, essa é a minha visão. Você até tenta decifrar, decodificar, mas nada basta, nada é o bastante.

Hoje eu posso dizer que amo, que sinto, que compartilho. Graças a Deus, graças a chuvas que sempre me dão boa sorte.

Não sei como alguém pode demonstrar a melhor forma do verbo amar. Às vezes dando algo que seja apenas código dos dois, um i belive em Jesus, <30, algo que tem apenas significado entre ali, aquele par. Às vezes dando algo que seja código de uma humanidade, uma sociedade. Às vezes naqueles olhares de final de tarde, ou aquele bom dia com gosto de sono, e um abraço de “fique aqui”.

Me perco tentando demonstrar o quanto hoje ele importa pra mim, o quanto falta palavras, o quanto aquele dos olhos mais lindos, do sorriso mais maravilhoso, aquele do melhor abraço, aquele das camisetas, blusões e etc.

Hoje eu te amo, muito! Tenho certeza “(acho) que a gente se dá bem”, com aquelas letrinhas minúsculas numa folha de papel, tentando fazer alguns desenhos, contando as pessoas que passaram por nós, sem ter muito que fazer.

Ele é tudo o que eu quero preservar agora e aqui.

E sabe depois que passar alguns A’s, vamos ao Bob’s, tomar Milk Shake como aquelas velhinhas.

É tomuimora maisde, tanto que ficaria a vida inteira. (E isso já é um fato!)
17.maio.2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rotina


A sua nem me importa.
A minha é a mesma coisa sempre
Acordar, tomar café, me arrumar, colégio.
Estudar, intervalo, estudar.
Almoçar, trabalhar, internet, comer, dormir.

Minha cabeça quer quebrar isso, detonando meu dia.
Minha cabeça, manda pro meu corpo informações erradas, trocadas.

E eu nem tenho como agir contra.
Porque é a placa mãe.
A placa mãe que é o problema.
Terei que manipulá-la.

Com meu jeito de futura publicitária.
Com piadas de teatro, que voltarei em breve.
Esquecendo falas e assim mesmo, perdão pro Cidão.

Hoje vou vestir uma linda mascara e começar a peça.
Por favor, no final, aplaudam.

Desculpa mas não vou terminar, a rotina me chama.

Hora de comer। Hora de dormir। Hora de morrer। Hora de assistir
Hora de pensar em mim। Hora de nada। Hora de trabalhar। Sem hora। Sem tempo।
Sem nada। Sem mundo। Sem fundo। Sem mundo...

E eu sempre falo de rotina, minha maior inimiga. E é rotina já falar da tão inimiga-amiga rotina.

domingo, 10 de maio de 2009

Tictictictac


Acho que nunca desejei tanto que alguém estivesse mentindo pra mim.
Uma simples e conhecida trapaça da minha mente hipócrita.
Uma forma de preservar a esperança sem que eu pareça tão tola.
Hoje o dia não passa.
Hoje ainda é hoje e sabe, nem queria que fosse amanhã.

Porque a gente não passa o tempo que quiser em apenas segundos?
Porque não vendem pílulas do tempo na farmácia em vez de anti-depressivos?

Hoje eu sou mais uma tola, rezando pra que o dia passe logo.
E isso me deixa pra baixo.
Eu isso não me agrada.

Eu não quero ser que nem você.
Apenas mais uma nuvem no formigueiro.
Sendo alvo de alimento alheio.

Hoje nada basta, porque o tempo não passa.
Acabou a pilha ou o relógio apenas me testa.

Minta e apareça agora na minha porta.
Falando “surpresa” ou me assustando.
Mas me tire dessa agonia, que me atormenta.

E cada vez mais o tic-tac fica mais devagar.
E eu aqui, morrendo aos poucos.
Aos tédios.
30.abril.2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Giros



Semanas que não passaram. E isso vai além da minha mente que funciona como uma rotatória, na qual um otário não sai dela nem por determino da lei. Há uma menina que sempre me espera na décima segunda volta por algum motivo ela sempre me observa. Um tipo de amor, no qual ainda não me acostumei e eu, aqui girando sem parar esperando ela apenas chegar. Com um sorriso nos lábios me convidando pra mais algumas voltas, pra que ela se eternize na minha mente até o próximo instante. Ela me enobrece de uma maneira sem fim. Com um sorriso leve, com um olhar calmo, me chamando pra um chá, e uma conversa na qual eu não estaria habituado.
Sou um ator, que finge gostar do trabalho de doze horas por dia, todos os dias da semana, e por isso eu apenas fico nessa rotatória que é meu trabalho e minha mente que só pensa no mesmo. Acho que ela é um tipo de sinal divino. Uma chuva de verão bem no final da tarde, bem na hora que você está vendo o sol aparece o arco-íris, pra te lembrar do quanto à vida é boa e um sorriso não é uma sacristia. É o tipo de papo “ei agora meu amigo, você tem uma vida pra viver e não para enterrar nas papeladas que te deixam maluco”.
E por mais que eu queria sair da rotina, há algo que me prende. Por um segundo me sinto longe das voltas e voltas, e quando penso no alivio a roda gira, e me coloca bem no centro dela, me obrigando para que fique ali, com os papeis no rosto, a cabeça lá fora, a coluna em petição de miséria, e o único desejo: parem de girar.
Me enlouqueço a cada dia em plena sete horas da manhã, o despertador grita tanto que até meu vizinho acorda, falando vai a rotatória, teu dever te chama, ele está lá te esperando de braços abertos, pois você é um ótimo escravo e apenas por isso você não sai da roda que gira-gira-gira. E sabe, eu até já tentei e consegui fugir dessa vida de maluco, uma vez na vida, e pra minha desalegria a tal menina não apareceu. Acho que às vezes é preciso comer um pouco de jiló para que você possa provar o quanto é doce o sabor do teu sorvete favorito.
Hoje me perco em minha rotina, me achando em um belo e simples sorriso. E logo eu, um empresário que sempre me importei com grandes negócios, tudo em proporções maiores na qual deveria girar o olhar, ir de norte á sul pra olhar apenas um objeto de minha autoria.
Um ator, um empresário apenas mais um fracassado.
05.abril.2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

Hoje não.. existe

Eu não nasci, eu não vivi e não morri. Eu não bebo, não mato, não fumo. Não faço tantas coisas que as vezes...
Pulo faixas da vida. Não faço lição, não sou boa aluna e quem te rótula? Não gosto de viajar, não gosto de ficar no cais. E com quantos rapazes você já ficou? Quero talvez um dia, saber o quanto a vida é grande e nobre. E talvez eu abra uma poupança e apenas compre-a. Para facilitar. Facilitando a vida. Perdendo a real saída. Dizendo não, pros meus erros, atritos e meus aflitos de pequena menina. Hoje não faço mais nada. Hoje não penso em mais nada. Hoje nem é hoje. Hoje eu espero o amanhã. E quem sabe se no amanha eu quero o hoje. A minha vida desregrada é assim. O meu coração conturbado, ó ta batendo aqui. Hoje não tem data. Hoje não tem nada. Hoje é um dia frio. Hoje eu me calo. Hoje talvez seja a pequena madrugada. Ou talvez minha vida assim, meio que arremessada. Nem quero entender no contexto que eu me enquadro. Hoje eu só quero retângulos. Hoje eu só quero luzes. Hoje eu só quero circunferências. Hoje eu não quero mais nada. Hoje a felicidade já está completa. Ou nem encheu um pouco para aparecentar sua falta. Hoje não é hoje. E talvez amanhã eu queria o agora. E talvez seja tarde, e eu nem saiba disso.
Mas eu acho que o hoje não existe. É minha vida desregrada é apenas assim. Louca, confusa, muda. Doida, maluca, cabeçuda. Adjetivos que são fáceis pra me classificar.Mas hoje eles nada podem revelar.

16. abril.2009